Neste ano, as aulas serão iniciadas no dia 3 de fevereiro, com um calendário programado em conformidade com os dias dos jogos do Brasil, na Copa de 2014. Acredita-se que os alunos não serão prejudicados, pois a proposta escolhida contempla atender os 200 dias letivos conforme determina a Lei Federal Nº9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB).

Para a secretária municipal de Educação, Iracema das Graças, não haverá alteração no ano letivo porque tudo foi pensado respeitando o calendário da Copa, e os 200 dias que preconiza a Lei. A meta agora, de acordo com ela, é trabalhar para que o IDEB de Teófilo Otoni (índice que mede o desempenho na educação básica) continue crescendo, que hoje está em 3,2. Para o bom funcionamento das escolas urbanas e do campo a meta para países desenvolvidos é 6.

Outra ação desenvolvida pela Secretaria de Educação prevista para esse ano é a entrega das escolas São Cristóvão, Nossa Senhora Aparecida (Taquara), Escola e Creche da Turma 37, Escola Agrícola de Brejão e Escola Teodolino Pereira, que passam por reformas, e ainda segundo Iracema, estavam todas sucateadas.

Rede estadual
Na Escola Estadual Alfredo Sá não haverá recesso, porém, os alunos terão que participar de atividades voltadas para a comunidade, aulas fora da sala de aula. A vice diretora, Rose Dalva Pereira Lopes, acredita que essa mudança não vai alterar a vida dos alunos, uma vez que ao longo do ano são desenvolvidos vários projetos extra classe como: Revista Literária, Semana do Meio ambiente, Semana do Trânsito, a Feira Cultural e a Festa Junina. “Como esse ano não tem muito feriado deu pra gente manter o calendário. Mas nós acreditamos que o nosso maior desafio para esse ano é adaptarmos o Reinventando o Ensino Médio, que é uma modalidade onde o aluno vai conhecer algumas disciplinas na áreas de empregabilidade. Com isso a carga horária que hoje é de 800h sofrerá um acréscimo”, explica.

Professores x governo
Mas há outros desafios como a constante queda de braço entre professores e governo. Mércia Lago de Mendonça é professora há 20 anos, e acumula também a função de assistente técnica na Educação Básica, em uma escola estadual. A professora não concorda com o tratamento que a classe recebe do Governo. “O Governo não escuta a categoria. É muito bom morar nas propagandas do Governo de Minas Gerais. Aqui em Minas nós temos um dos salários mais baixos”, disse.